Maio 15 2012

Na atualidade somos confrontados com notícias surpreendentes sobre a atuação de um ex-dirigente dos Serviços de Informação Secretos. A fazer fé nos indícios apontados pelos jornais nada mais incoerente! A convicção que nos fica é a de que aquele serviços de informações secretas eram uma agência de denúncia. Um retrato paradoxal, confiar segredos a quem não é por natureza confiável. Um caso que daria para rir se não fosse realmente triste.

 

A continuar assim, um País pródigo em notícias tão inesperadas e contraditórias, não será de espantar a difusão de notícias do género: - Afinal, José Sócrates concluiu mesmo a sua licenciatura ao domingo ou mesmo, Pinto da Costa sempre foi do Benfica desde pequenino…

publicado por pontoprevio às 10:02

Maio 14 2012

 

Há uma inevitabilidade que nem sempre é uma fatalidade! Um dia acabaremos por reconhecer que o maior desejo de ontem só poderia ter tido sido desejar que o amanhã não chegasse! Como se pudéssemos por uma vez determinar o interminável (“endless”) …

 

publicado por pontoprevio às 11:39

Maio 12 2012

 

Num país necessitado de capital, muitos enaltecem a aptidão do vendedor. 

Mas o problema do bom vendedor é que mais cedo ou mais tarde vende-se!

publicado por pontoprevio às 14:21

Março 20 2012

 

Vicente Alves do Ó no filme “Florbela” propõe uma recriação de parte da vida de Florbela Espanca. Mais do que a poetisa, dá-nos a conhecer uma visão sobre a mulher que viveu fora do seu tempo. Com o desassombro e a coragem de não aceitar as convenções da sociedade. Livre e autêntica, dominada pela angústia de um amor impossível.

 

Filme sublime porque nos oferece a poesia para além da escrita. A poesia da luz, dos olhares e dos silêncios, aquela que nos emociona.

 

Florbela disse que “Viver é não saber que se vive!”. Talvez concorde mais com: “Viver é privilegiar uma certa leveza no ser”. Ou mesmo, conseguir atenuar a angústia na incessante procura do sentido da vida.

 

Dou comigo a pensar, pobres poetas, tão magnânimos e fundamentais mas tão sofredores, todos aqueles que nos oferecem os detalhes e a sumptuosidade, só ao alcance dos que realmente sabem o que se vive. E o autor neste filme foi poeta!

publicado por pontoprevio às 20:23

Março 04 2012

 

 

 

 

 

 

 

Há convicções na vida que simplesmente agradecemos. Ter a firme consciência, por educação e por constatação, que o rendimento disponível não tem correlação nenhuma com a felicidade individual, é por si só uma lição de vida notável. Mais do que isso é uma arma poderosíssima para enfrentar com naturalidade a turbulência restritiva que vivenciamos.

 

Faz, contudo, acrescentar uma incompreensão e perplexidade às opções de certos indivíduos. Dou o exemplo do ex-comandante operacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil, Gil Martins, recentemente acusado pelo Ministério Público de um rol inqualificável de crimes de peculato e falsificação.

 

Mesmo competindo referir que o acusado ainda não foi julgado, tomo este exemplo para demonstrar quanto vale a vil ganância de alguns em inequívoca usurpação e abuso de poder. Reitero, mesmo não confirmada a sua culpa, é facto que do julgamento popular já não se livra e pergunto-me qual será o sentimento hoje daquele homem e da sua família. Era esta a felicidade que procurava?  

publicado por pontoprevio às 13:25

Dezembro 26 2011
 
 

Reflexos e trajetos

Exaltam a consciência

Num lugar incógnito

Num tempo sem escala

Numa vertigem silenciosa

Desalinhada

E única!

 

É isso quando te procuras

Revendo o futuro

Como se antecipado estivesse,

Porque o passado,

Por mais conturbado,

Por certo muito te merece.

 

Mas será sempre difuso,

Porque o que ocorreu

É tudo o que amanhã reescreverás,

Aquilo que entenderás,

E adjetivarás.

 

Por isso não acredites tanto no passado

Sem saber se te conheces

Sem saber ao que padeces

Porque ele pode ficar mal contado!

 

Deixa-te primeiro crescer,

Deixa-te primeiro vencer!

Por cada resolução

Por cada incompreensão

Conquistarás a tua paz!

 

publicado por pontoprevio às 18:11

Novembro 14 2011

 

 

      No percurso da tua vida pisas muitas pedras colocadas por outros.

     Sem eles não chegarias aonde estás!

 

 

publicado por pontoprevio às 09:59

Setembro 20 2011

 

Tomo por exemplo a atualidade do setor da construção. Em 2010 cerca de mil empresas cessaram atividade. O número de desempregados no setor atinge quase cem mil pessoas, correspondendo, hoje, a cerca de 14% da população inscrita nos centros de emprego. Um retrato cruel, dramático mesmo, da crise a que este setor não tem sido poupado.

 

Perante estes números que atestam a relevância deste subsetor à escala da economia nacional, não se afigura estranha uma tendência política parceira com a cíclica promoção de investimento público. Foi o caso do programa de requalificação do parque escolar que, sem prejuízo do mérito de muitas das intervenções, foi mais um investimento financiado à custa de crédito. Ou seja e como em tantos outros exemplos, a nossa geração, abusivamente, digo eu, de novo a hipotecar o futuro dos nossos filhos. Não temos direito, nem dinheiro, diga-se, para continuar numa escalada de comprometimento dos recursos futuros e impedir a liberdade de escolha das gerações vindouras. É inaceitável!

 

Neste quadro parecem-me compreensíveis mas irreais as crescentes pressões das associações do setor para uma aposta na requalificação urbana e canalização de fundos comunitários enquanto estratégia para atenuação da falência do setor. Ou seja, nada de novo, perante as dificuldades o apelo à ação assistencialista do Estado.

 

Ora parece-me que estamos em fim de linha. Não há expectativa de investimento público infraestrutural com significado nos próximos anos. Nem contar com regulamentação que imponha à sociedade civil uma priorização dos seus recursos na recuperação patrimonial. Nem pode ser esse, um modelo impositivo, uma estratégia sã para o desenvolvimento económico sustentável.

 

E essa é a dura realidade que se coloca a um setor particularmente atingido pela crise e pouco habituado à conjuntura dos novos tempos. Resta o caminho, onde muitos com arrojo já tentam vingar, que é a aposta na internacionalização, em especial nos países ditos emergentes. Estratégia que deixará muitos de fora, inevitavelmente. Fica a esperança na possibilidade de reconversão funcional do capital humano das empresas.

 

Mas aí surge a pergunta, neste País onde as opções tomadas são por agora, quase sempre, por inevitabilidade, uma resposta imediata às dificuldades, isto é uma reação, como será possível fundar uma nova visão de desenvolvimento, uma estratégia global concertada das opções sustentáveis, no fundo as bases para um processo de reconversão e esperança no futuro? Falo de liderança, inevitavelmente!

publicado por pontoprevio às 08:59

Agosto 02 2011

 

Lisboa, 3 de Agosto de 1996 (quinze anos volvidos):

 

Dois sorrisos ingénuos celebravam a promessa de um projeto de vida cheio de sonho e ilusão. Alimentados por uma entrega incondicional de sete anos, onde vingava a convicção que só a juventude é pródiga.

 

E no nosso imaginário, como é usual naquelas ocasiões, pairava a mais doce e hipócrita ideia, aquela que alimenta gerações com as eternas estórias de reinos e princesas, onde o epílogo só poderia transmitir a vitória do amor, porque é arriscado saber mais, e assim se vaticina: “… e foram felizes para sempre.” Como se aquele momento fosse o fim de alguma coisa por pura contradição ao princípio de tantas coisas que ele traduz.

 

Pois passados quinze anos, onde tudo faz sentido e são óbvios e tão compensadores os melhores frutos deste caminho trilhado por nós, onde o tempo só pode ser compreendido pela evidência matemática e não por percepção própria, onde tanto te devo, só posso desejar muitos mais quinze! E se alguém continuar a contar estórias, como aquelas que ainda hoje lemos aos nossos mais pequeninos, nunca se esqueçam de acreditar, com fé e convicção no “… e foram felizes para sempre.” ou pelo menos no “… e tudo fizeram, com respeito e dedicação, acreditando que assim são o mais felizes para sempre.”

 

Obrigado por tudo!

 

 

publicado por pontoprevio às 23:11

Maio 23 2011

Não acredito que a felicidade de cada um esteja em absoluto dissociada da felicidade colectiva. Ou seja, dito de outra forma, poderemos estar bem mas não creio que seja indiferente a dor, a indignidade ou a profunda miséria dos outros ao nosso lado.

 

Nessa medida, compreendo a opção política, suportada pelos valores da sociedade, de reforçar o Estado Social. Creio que tem sido uma estratégia que vai de encontro à aspiração de desenvolvimento da maioria dos portugueses.

 

Contudo, o agravamento do desequilíbrio das contas públicas e a insustentabilidade da dívida impõe repensar o nível de apoio social e as formas mais adequadas de reduzir as despesas redistributivas. Uma inevitabilidade quer se queira, quer não.

 

Ajustar é doloroso mas encontrar pontos de equilíbrio é fundamental. Em teoria, recursos elevados disponibilizados em prestações sociais podem reduzir o volume de riqueza potencial da sociedade. Haverá sempre os que aproveitam deixando-se num certo imobilismo.

 

Neste momento a pedra de toque é criar condições sustentáveis para o crescimento da economia. A forma de equilibrar a despesa e atenuar os compromissos de endividamento. Momento, infelizmente, gerador de desigualdades. São ciclos, tenhamos consciência, mas preços a pagar por erros do passado.

 

Significa essa constatação que não há sofismas ou ideologias inatacáveis, apenas há estratégias políticas mais adequadas ou possíveis a cada ciclo de vida da história de um País. Parece-me por isso falacioso, um truque enganoso, fazer crer aos eleitores que está em causa a escolha do Estado Social. Claro que não, o rumo nesta matéria está traçado. Não há margem para alternativas. Não dependerá, por isso, de ideologias ou equipas governativas. Acredite apenas quem quiser…

publicado por pontoprevio às 00:30

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