Janeiro 25 2010

Num programa da RTP, uma referência da cultura portuguesa confidenciava que muitos dos seus valores resultam da influência das suas origens. Referia-se ao desassombro, capacidade de trabalho e independência em relação ao poder central como características identitárias da região do Porto, cidade da sua naturalidade.

Perante esse mote dei por mim a reflectiir sobre as origens e as características da região de que sou natural. De imediato, sem esforço, para quem nasceu e viveu numa cidade do Litoral Alentejano, identifica a vastidão do oceano, que nos abraça, como a  característica comum mais sublime que transportamos. Percebemos que desse mar imenso recebemos a inspiração e o sonho.

A observar o mar e o horizonte longínquo é mais fácil compreender a nossa real dimensão perante a vastidão da natureza. Ter consciência da insignificância da nossa força quando o mar está revolto. Da importância da paz. Que a despedida de cada pôr-do-sol é a prova que vale a pena viver empenhadamente o dia seguinte.

Quem sabe, serão esses mesmos valores que ao longo da vida absorvi e que hoje fazem da serenidade, humildade e capacidade de reflexão as principais virtudes para, em cada dia, desarmar a velocidade e a pressão que quotidianamente observo, em meu redor, até chegar a casa. Felizmente, quando chego a casa, sem observar o mar, sinto-me muitas vezes a contemplá-lo. E isso é um grande privilégio!  

 

publicado por pontoprevio às 22:24

De acordo, por aqui vê-se menor agitação, pelo menos quando o mar está calmo... o teu post fez-me valorizar o facto de ver o mar a partir de qualquer uma das janelas do meu local de trabalho.

1 Abraço,
T
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2010 às 18:21

mais sobre mim
Janeiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
15
16

18
19
20
21
22
23

24
26
27
28
29
30

31


pesquisar
 
blogs SAPO