Outubro 23 2012

 

Não deixa de ser chocante a quebra de um mito. Outrora herói, Lance Armstrong, o ciclista mais vitorioso e impressionante dos últimos tempos, um agregador sem paralelo de fascínios ao longo do seu percurso ascendente, termina sem honra nem glória a sua etapa descendente.

 

Se há lição que se pode extrair é que ninguém jamais saberá onde fica a verdadeira linha de meta.

 

E todos aqueles que genuinamente respeitaram o desportista que parecia desafiar os limites da lei humana, hoje sentirão aquele vazio amargo da fraude. O fim de um ídolo. O esfumar de um mito. O acreditar em algo que afinal nunca fez sentido acreditar.

 

E aqui não deixei de pensar sobretudo naqueles que fizeram parte da sua equipa. Todos aqueles que ao longo de provações duríssimas respeitaram o seu líder e deram o seu melhor para que nos momentos decisivos Lance Armstrong estivesse à altura de responder aos desafios destinados à elite. Todos aqueles que reconheciam a sua superioridade e doseavam os limites do seu esforço tendo único propósito a vitória de Lance. Como se sentirão hoje? Como poderão aceitar todos aqueles sacrifícios sem reposição em prol de uma horrível batota?

 

Pois é, por vezes sinto-me no meio do pelotão, contribuindo com o meu esforço, numa ingenuidade que faço por preservar. Mas pergunto-me, sim pergunto-me muitas vezes, em prol de que líder? A vida ensina-me que os verdadeiros heróis andam como eu no meio do pelotão.

publicado por pontoprevio às 10:36

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