Agosto 27 2013

Sim pode ser sinal de coragem, determinação e vontade de fazer mudar o nosso mundo. Respeito muito a ousadia do sim. Do sim que se eleva, que mobiliza e que é ético e independente. Sim porque esse “sim” também representa, ao mesmo tempo, o “não”. O não difícil. O não ao conformismo, às cumplicidades, à subserviência calculista e ao oportunismo.

 

Quando um movimento independente se une acreditando no seu contributo para a resolução das questões coletivas é algo notável nos tempos que correm. É ousadia, é participação, é esperança. E mais do que isso, é um não à indiferença e à descrença. Sobejamente respeitável porque é a alternativa à subversão da partidocracia, essas estruturas que fervilham de ambições pessoais ínvias. Infelizmente, os partidos, que são peças cruciais da democracia, são por vezes dominados por grupos que não valorizam a causa pública, corroendo a democracia livre e participativa. A quebra dos valores fundadores em que a geração dos meus pais sonhou.

 

Com o à vontade de não ser um eleitor na minha terra natal, e com uma assumida simpatia pela coragem dos movimentos independentes, que partem usualmente em desvantagem, quero saudar a audácia do movimento SIM de Sines que certamente os Sineenses saberão dignificar e reconhecer.

publicado por pontoprevio às 16:38

O SIM partiu em desvantagem? O senhor por acaso sabe que o SIM partiu de um grupo de gente que já estava no poder há mais de uma década? Eu também tinha esperança nos movimentos, mas o caso do SIM em particular mostrou-me por A+B como é possível um movimento de cidadãos dependentes do pode ser ainda pior do qu qualquer partido político...
Bruno Leal a 28 de Agosto de 2013 às 12:26

Aproveito em primeiro lugar para elogiar a perspectiva com que o autor deste blog encara os movimentos independentes de cidadãos.

De facto, o SIM foi criado em 2009 exatamente para se libertar das teias partidárias, para defender sem medos nem subserviências, e em primeiro lugar, os interesses de Sines e sineenses. E por isso vencemos em 2009, as eleições autárquicas há 4 anos, com maioria e com independência.

E sim, é preciso ter muita ousadia, muita coragem, muita persistência, para criar um movimento independente de cidadãos vencedor.

E sim, também é muito, muito mais fácil, certamente, criticar só porque sim, criticar sem saber, criticar sem respeito pelo trabalho demonstrado, mas a esses que o fazem, pouco ou nenhum contributo válido e credível deles podemos esperar...

Cristina Ferreira a 13 de Setembro de 2013 às 14:39

mais sobre mim
Agosto 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
28
29
30
31


pesquisar
 
blogs SAPO