Junho 10 2010

 

 

 

 

 

Dia de Portugal!

Pequena porção de terra onde se estabelece um improvável país, com mais de 800 anos de história, onde, desde sempre se cria e destrói, onde se sonha e projecta. Mas se assim é, o que nos une, o que nos caracteriza, o que nos identifica?

A pergunta não será de fácil resposta e provavelmente é merecedora de opiniões divergentes. Ou, pelo contrário, será que temos muitos traços marcadamente identitários e que um exercício introspectivo tende a identificar como características próprias do “ser português”.

Nesta reflexão, surgiam-me, naturalmente, algumas questões:

- Somos por natureza empreendedores? Estará intrínseco um espírito de risco que para tal é necessário?

- Somos empenhados a planificar, a estudar exaustivamente os recursos, o calendário, os imponderáveis do que projectamos, do caminho que ambicionamos? Estará intrínseco um espírito meticuloso que exige muito trabalho prévio?

- Somos exigentes com resultados precisos? Estará naturalmente presente uma consciência cívica que imponha a cada um de nós um cumprimento rigoroso das regras?

Não sei se de comum acordo mas em minha opinião responderia sem grandes dúvidas que não. Não gostamos de assumir grandes riscos, evitamos planear e somos pouco exigentes. No entanto é este mesmo povo que carrega consigo uma das mais impressionantes histórias de diáspora, que já demonstrou uma capacidade de realização, com sucesso, de importantes eventos com projecção internacional e demonstra, nas circunstâncias mais duras, uma solidariedade e coesão que são um trunfo ímpar.

Será que temos aproveitado as oportunidades? Não estamos a viver o preço de uma época de facilitismo e crescimento superior ao que seria devido? Se tivéssemos sido mais audazes e assertivos a aproveitar, com risco, com planificação, com regras e respeito, não estaríamos onde estamos hoje. Claro que vamos sofrer com as consequências, o reajuste, a redução de níveis conquistados. O que nos vale é que somos, por natureza, pacíficos e tolerantes e por isso vamos aguentar. Por outro lado, creio que somos bastante habilitados para a mudança e por isso vamo-nos adaptar.

Estarão de acordo?

publicado por pontoprevio às 14:59

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