Há convicções na vida que simplesmente agradecemos. Ter a firme consciência, por educação e por constatação, que o rendimento disponível não tem correlação nenhuma com a felicidade individual, é por si só uma lição de vida notável. Mais do que isso é uma arma poderosíssima para enfrentar com naturalidade a turbulência restritiva que vivenciamos.
Faz, contudo, acrescentar uma incompreensão e perplexidade às opções de certos indivíduos. Dou o exemplo do ex-comandante operacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil, Gil Martins, recentemente acusado pelo Ministério Público de um rol inqualificável de crimes de peculato e falsificação.
Mesmo competindo referir que o acusado ainda não foi julgado, tomo este exemplo para demonstrar quanto vale a vil ganância de alguns em inequívoca usurpação e abuso de poder. Reitero, mesmo não confirmada a sua culpa, é facto que do julgamento popular já não se livra e pergunto-me qual será o sentimento hoje daquele homem e da sua família. Era esta a felicidade que procurava?
