Agosto 13 2012

Imaginem a situação! A meio de um filme de animação, todo ele fantástico e inverosímil, ressoou firme a voz de uma menina indignada:

 

- Mas isto é impossível!

 

Impossível, para mim, passou a ser deixar de sorrir. Quanto inesperada me pareceu aquela indignação, aliás posteriormente repetida, perante um filme todo ele “impossível” para lhe utilizar o termo.

 

Mas neste caso surgiu a oportunidade de pensar duas vezes. Qual seria a legitimidade em sorrir daquela afirmação. Alguma coisa estava errada? Seria a banalidade ou inesperado! Mas afinal quantas coisas banais não terei dito ou escrito sem que esperasse o sorriso contido de outros.

 

Foi aqui que parei de sorrir. Ocorreu-me que tantas vezes nos calamos mesmo quando sentimos indignação. Tantas vezes nos calamos porque consideramos o nosso contributo banal. Tantas vezes nos calamos perante uma plateia porque convencionámos um comportamento padrão.

 

Pois pequena menina, nem o teu nome sei, mas também não interessa. Espero que continues sempre a dar voz à tua indignação. É que nos dias que correm serão cada vez menos aqueles que por lucidez genuína se atreverão a gritar que o rei vai nu! E chamamos a isso crescer. - Olha, não deixes de ser assim!

publicado por pontoprevio às 11:21

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