Maio 31 2012

 

Outrora, à custa do esforço de muitos braços, edificaram-se estradas cheias de paralelos de granito.

 

Os tempos mudaram. As estradas de Portugal são outras. Paralelos, só mesmo contratos. Aqueles que resultam de Parcerias Público Privadas e se ocultam ao Tribunal de Contas.

 

Só que ainda há coisas que mesmo o tempo mantém por inalteradas. Quem pagará os paralelos serão os mesmos de sempre. E a Procuradoria da República, para não variar, continua a ver os carros passar…

publicado por pontoprevio às 10:04

Maio 25 2012

A crise é a oportunidade de repensar Portugal. Nesse quadro foi anunciado para breve uma reforma da formação profissional, uma estratégia de realinhamento das áreas prioritárias da formação.

 

Antevê-se reforçar a aposta na formação do setor da indústria e setor primário produtivo, como sejam agricultura e pescas, etc…

 

Neste rumo titubeante do que pode ser o futuro e que estes sinais de regresso ao passado relevam, mesmo deixando de lado os discursos imensos e ondulados como os oceanos que apontam a estratégia do mar como a salvação nacional, faço notar algumas lacunas que me parecem evidentes e não as sinto retratadas.

 

Se não vejamos. Repare-se na atualidade. Por que será que falham as previsões de receita do Orçamento de Estado? Qual a razão que leva a Troika a ficar surpreendida com os números do desemprego? Porque razão o João Pinto só faz prognósticos do Europeu depois dos jogos?

 

Não são esses exemplos evidentes de uma estrondosa lacuna na nossa cultura previsional. Será que alguém já se lembrou de evocar o sentido patriótico da Taróloga Maia ou o Astrólogo Paulo Cardoso para de uma vez por todas mudarmos de vida com uma verdadeira formação previsional?

 

E se alguém que leu isto pensou que por se tratar de um assunto sério eu iria concluir esta crónica de forma séria, então mais uma vez errou uma previsão…

publicado por pontoprevio às 11:14

Maio 19 2012

Outrora, era comum nos jardins o seguinte apelo público: Não pise a relva! E nós, por princípios ecológicos, gostávamos de respeitar a cultura da relva.

 

Hoje, não há dúvida que os tempos são outros. O Público denuncia pressões do Relvas! Não nos é difícil perceber o perigo em pisar o Relvas.

 

Só que há uma diferença abissal. Outrora tínhamos gosto em respeitar a cultura da relva. Hoje, com o sacho da democracia, temos nós o poder de cultivar outras relvas para substituir os Relvas com sintomas de doença da autocracia!

publicado por pontoprevio às 16:16

Maio 18 2012

Na tumultuosa rota da justiça há ventos e marés. Muitos portugueses, enquanto povo herdeiro de marinheiros, anseiam que a diáspora na justiça encontre um bom porto, aquele destino que se pugna após uma decisão livre e realmente justa.

 

Navegam a braços com a justiça alguns, poucos, influentes que sempre escolheram trajetos tortuosos para satisfazer a sua insaciável ganância. Esses, alimentados pelo poder do dinheiro, dotam-se de meios e instrumentos inacessíveis ao cidadão comum, visando, também ali influenciar o rumo.

 

Perante as cartas que ajudaram a elaborar conhecem bem o seu destino. E lá vão, contra ventos e marés, rumo certo e convicto, sempre a bolinar.

 

Isaltino foi um visionário quando ordenou a construção da sua marina em Oeiras. Já sabia que, mais cedo ou mais tarde, também ele teria que procurar o caminho marítimo da ilha da prescrição.

publicado por pontoprevio às 12:15

Maio 15 2012

Na atualidade somos confrontados com notícias surpreendentes sobre a atuação de um ex-dirigente dos Serviços de Informação Secretos. A fazer fé nos indícios apontados pelos jornais nada mais incoerente! A convicção que nos fica é a de que aquele serviços de informações secretas eram uma agência de denúncia. Um retrato paradoxal, confiar segredos a quem não é por natureza confiável. Um caso que daria para rir se não fosse realmente triste.

 

A continuar assim, um País pródigo em notícias tão inesperadas e contraditórias, não será de espantar a difusão de notícias do género: - Afinal, José Sócrates concluiu mesmo a sua licenciatura ao domingo ou mesmo, Pinto da Costa sempre foi do Benfica desde pequenino…

publicado por pontoprevio às 10:02

Maio 14 2012

 

Há uma inevitabilidade que nem sempre é uma fatalidade! Um dia acabaremos por reconhecer que o maior desejo de ontem só poderia ter tido sido desejar que o amanhã não chegasse! Como se pudéssemos por uma vez determinar o interminável (“endless”) …

 

publicado por pontoprevio às 11:39

Maio 12 2012

 

Num país necessitado de capital, muitos enaltecem a aptidão do vendedor. 

Mas o problema do bom vendedor é que mais cedo ou mais tarde vende-se!

publicado por pontoprevio às 14:21

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